sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Autor da minha fé - Grupo Logos - by Jasiel e Pablo

e a única fé que importa é essa: aguardar a sua volta sem jamais olhar pra trás. Lembrando que o verbo aguardar tem um significado muito além do que propriamente diz.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ao fim de tudo - Cidadão Quem - cover by me

Vale a pena conhecer mais sobre essa banda. CidadãoQuem. Letras muito boas. Hoje estou gripado e meio melancólico mas como tinha o dia livre não pude perder a chance mesmo gripado. Cover by me

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A minha luz até chegar em casa

Me lembro quando ouvi o Grupo Logos pela primeira vez. Confesso que não gostei. Com o passar do tempo a poesia de suas músicas tomou conta de mim e hoje posso dizer que são poucos os que fazem música com tamanha verdade e beleza.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ganhei Coragem - Rubem Alves



"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente
tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",
observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe
acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus
como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar:

a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio;
o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável,
é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo
como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha
para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso
que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias
pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário
pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
"Agora você será minha para sempre.".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa
numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros,
porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces;
a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola
com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos
sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões,
se transformaram em donos do circo.

O circo falso-cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa,
se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro
"O Homem Moral e a Sociedade Imoral"
observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo,
a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente,
são incapazes de fazer mal a uma borboleta,
se incorporados a um grupo tornam-se capazes
dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos,
são capazes de pôr fogo num índio adormecido
e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço - e muito baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,
segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo
é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens
e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista
que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam
a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás para ser solto ao invés de Jesus.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa,
de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno",
à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção.",
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O PT e a Torre de Babel



Primeiramente quero deixar claro que não tenho a intenção de defender nem um nem outro partido. A idéia é simplesmente fazer reflexões a respeito do que está acontecendo e do que poderá acontecer no meio político. Em segundo lugar é tentar fazer uma previsão de suas futuras ações. No mínimo isso é tarefa de qualquer cidadão. A moeda tem sempre dois lados visto que há uma desigualdade social e a mais forte se alimenta da mais fraca e sendo assim qualquer governo ira agradar a uns e desagradar a outros. A quem agradar, a quem beneficiar? A guerra traz destruição de um lado enquanto beneficia quem fabrica armas. Infelizmente é assim que funciona.

Me lembro bem do que aconteceu no governo do FHC e não tenho saudades. Tirando o plano real, que estabilizou nossa moeda frente ao dólar, não me lembro de nenhum outro benefício oferecido às classes menos favorecidas. Já no governo Lula por ser atual, conseguimos enxergar com mais nitidez os avanços que o Brasil fez nesses últimos oito anos e posso afirmar que as conquistas pro povo foram grandes.

Os grandes pensadores, os filósofos já diziam que não é pelo fato de estarmos acostumados com o nascer do sol todos os dias que podemos afirmar com certeza que ele nascerá no dia seguinte. Não é possível dizer que o Serra fará o mesmo que o FHC fez e nem que a Dilma vai dar continuidade ao que o Lula já fez. É bem provável que sim, mas uma coisa me intriga nessa história. De acordo com o Google dictionary (rs) o verbo cevar quer dizer tornar gordo, nutrir e me remete ao processo de alimentar os peixes num determinar lugar do rio, onde se joga comida com uma certa regularidade a fim de fazer o peixe se acostumar ali pra depois ser fisgado pelo anzol. O povo tem sido alimentado. Mais gente comprando carro zero (bom), casa própria (ótimo), indo pra classe média (o ideal seria não existir mais classes certo?) e por aí vai.


Me vejo sem saída e com um certo receio do que poderá acontecer com o futuro dos brasileiros que na maioria das vezes agem como peixes. Estamos órfãos politicamente falando. Detesto o jogo feito pela maioria deles. O que interessa são os votos, que os farão detentores do poder, e não o povo em si. A politicagem propagandista é altruísta demais, a cara é boazinha demais, a maquiagem é gritante. Eles poderiam pelo menos assumir alguns erros que cometeram isso é no mínimo humano. Pessoas que assumem seus erros passam mais confiança do que quem diz que nunca errou. Já viu algum político dizer: “... é verdade, eu errei quando privatizei...”

Os próximos quatro anos nas mãos do PT podem ser fantásticos, mas por outro lado podem ser os piores da história política no Brasil. O PT diz que terá a maioria das cadeiras no congresso e que por isso conseguirá aprovar todas as leis que criarem em benefício do povo ou todas as leis que eles quiserem aprovar beneficiando a si mesmos, inclusive a de calar e punir a imprensa que insiste em mostrar o lixo embaixo do tapete. Hoje o Lula sorri pro repórter do CQC amanhã poderá jogá-lo na cadeia.

A bíblia nos conta uma história sobre a torre de Babel em que as pessoas falavam a mesma língua e tinham a intenção de construir uma torre pra alcançar o céu. A torre era uma afronta a Deus que chegou a dizer que por eles falarem a mesma língua nada lhes seria impossível e conta a história que as línguas foram divididas e já não podiam compreender uns aos outros. Por fim o plano foi desfeito. Alguém disse “toda unanimidade é burra” e outro sem pensar tanto afirmou “a voz do povo é a voz de Deus”.

Ouço as pessoas dizendo que Deus está no controle e que vencerá aquele que Deus permitir. Sim o que Deus permitir, não necessariamente o que Deus desejar. O povo de Israel pediu um rei sobre eles e o rei Saul foi o escolhido. Quem conhece a história sabe como foi o reinado dele.

jasieLCalixto

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vida de Gado



Nessa luta pelo poder político se torna difícil saber realmente quem é quem. São tantas as máscaras... e os golpes...
Você se lembra daquelas lutas americanas de vale tudo, antigamente exibidas na tv, onde os golpes eram teatralmente ensaiados e cabulosos? onde ninguém se machucava? pois é meu povo... a luta política está me parecendo a mesma coisa, o mesmo teatro, sendo que a única diferença é que o povo sempre sai machucado nessa história.

ÊhêhOh, vida de gado. povo marcado êh, povo feliz. heheh...

vou fazer um cover dessa música. O momento é muito propício.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010